“Do Cimento para o Conhecimento”… mudanças em um mundo globalizado

Vinicius Francisco Marchese – acadêmico em Geografia/UFES e professor de cursinhos pré-vestibulares.

Com o passar dos anos aumentam nos noticiários matérias vinculadas à globalização e seus efeitos. Um sistema que, da mesma forma que é apresentado como a solução de todos os males, também é apresentado como a sua causa. O interessante em se observar neste processo, quase que paradoxal, são as transformações decorrentes, a mudança de valores e a crescente importância da informação. Não é a toa que a sociedade na qual vivemos é denominada por muitos como a “sociedade da informação”.
Em tempos não tão remotos assim, víamos o grande valor dado às novas invenções e as máquinas que prometiam aumentar a produção industrial, hoje, o que possui valor real pode estar dentro de um simples pen drive, ou um MP3, objetos que cabem na palma da mão e se popularizaram entre os jovens. O que fica patente é que com essas transformações, o material perdeu seu valor para a criatividade e o conhecimento, podendo ser expressos em um simples documento do Word guardado em uma das maquininhas mencionadas. Passamos do cimento para o conhecimento, do material para o imaterial como meios rentáveis no mundo globalizado. O exemplo fica mais claro quando paramos para checar quem são as três maiores fortunas da atualidade. Em primeiro lugar Carlos Slim Helú, presidente de um conglomerado de empresas televisivas mexicanas, seguido por Bill Gates, proprietário da Microsoft, a gigante dos computadores, e em terceiro lugar está o norte-americano Lawrence Ellison dono de uma grande empresa de software. Todos eles investiram em bens ligados a informação e conhecimento, não se vêem mais linhas de produção como as que ficaram famosas em filmes do saudoso Charles Chaplin e outros. No mundo dito global o know-how (conhecimento de como executar uma tarefa) e o constante fluxo de informações são essenciais para a sobrevivência não somente dos cidadãos, mas também das nações em suas disputas por novos mercados e demandas.
Como diriam os antigos: “Em terra de cego quem tem um olho é rei.”, ou seria, “No mundo global aqueles que possuem a informação detêm o poder.”!?

Artigo publicado no periódico “Tá na cara”, Viçosa – Minas Gerais, p. 07 – 07, 07 jan. 2008.

2 pensamentos sobre ““Do Cimento para o Conhecimento”… mudanças em um mundo globalizado

  1. Mas para que tenhamos “poder” a informação deve ser guardada com cada um de nós ou devemos procurar disseminar essa informação?

    • Depende de qual medida de poder vc queira ter ou o que vc entende por poder? Normalmente o conhecimento é utilizado por grandes corporações ou governos para criar uma dependência a nível micro, nas sociedades e a nível macro, nas nações sub e em desenvolvimento. Quanto a informação que circula na internet, blogs, facebook e outros, dependendo de como a utilizamos, elas podem e devem servir como um meio de contra-atacarmos essa globalização perversa e seus atores principais. Nesse caso, ela, com certeza, deve ser disseminada!

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