É hora de pensar diferente

A repressão militar consumiu dinheiro e gerou violência sem conter a expansão do poder do narcotráfico

A repressão militar consumiu dinheiro e gerou violência sem conter a expansão do poder do narcotráfico. Até os EUA parecem dispostos a abandonar a política da “guerra às drogas”

Na sempre atrasada América do Sul, cabe ao pequeno Uruguai do presidente José Mujica levar adiante um debate que avança mais depressa em outras regiões do planeta. Diante da falência da guerra às drogas – o planeta não reduziu o número de dependentes ou consumo de entorpecentes, ao contrário –, qual política seria capaz de amenizar os efeitos deletérios, entre eles a violência e a corrupção?

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Violência contra a mulher atinge até 70% da população em alguns países, alerta ONU

Comissão da ONU sobre mulheres deu início, em Nova York, a sessão anual com chamada pelo fim da violência de gênero

Jan Eliasson: “eliminação da violência contra as mulheres e meninas também é uma questão intrinsecamente ligada ao desenvolvimento e à paz” (Foto: Divulgação)

A comissão das Nações Unidas com foco nas mulheres iniciou nesta segunda-feira, 04, sua sessão anual com uma chamada para eliminar a violência contra as mulheres e meninas, um flagelo global que afeta milhões em todo o mundo.

“Acabar com a violência contra as mulheres é uma questão de vida e morte”, disse o Vice-Secretário-Geral da ONU, Jan Eliasson, na abertura da sessão de duas semanas da Comissão sobre o Status da Mulher, em Nova York. “O problema permeia todos os países, mesmo nas regiões mais estáveis e desenvolvidas.”

Eliasson ressaltou que são necessárias múltiplas abordagens para resolver esta questão, desde governos implementando políticas para capacitar as vítimas e perseguir penalmente os agressores, até a criação de uma cultura em que os estereótipos de gênero sejam quebrados ao incentivar os homens e meninos a tomar uma parte equitativa das responsabilidades em sua casa e famílias.

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