Os sete governos derrubados pelos EUA

J. Dana Stuster, do site Foreign Policy

A era de golpes apoiados pela CIA despontou de maneira dramática: um general norte-americano viaja até o Irã e encontra “velhos amigos”; dias depois, o Xá ordena que o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh deixe seu cargo. Quando os militares iranianos hesitam, milhões de dólares são injetados em Teerã para corromper os apoiadores de Mossadegh e financiar protestos de rua. Os militares, reconhecendo que a balança do poder começou a pesar mais do outro lado, derrubam o primeiro-ministro, que vive o resto de sua vida sob prisão domiciliar. Este foi, como um documento da CIA atesta, “uma operação norte-americana do começo ao fim”, e um dos muitos golpes apoiados pelos EUA que aconteceram pelo mundo durante a segunda metade do século XX.

Alguns líderes, tanto ditadores quanto eleitos democraticamente, foram pegos em meio ao conflito entre EUA e URSS da Guerra Fria – uma posição que custaria seus postos (e, para alguns, suas vidas) conforme a CIA tentava instalar “seus homens” no comando dos estados. O governo dos EUA reconheceu publicamente algumas dessas ações secretas; na verdade, o papel da CIA no golpe de 1953 tornou-se público esta semana. Em outros casos, o envolvimento da CIA ainda está somente sob suspeita. Continuar lendo

Tragédias permanentes

Atualmente, 20 países mantêm arsenais de armas químicas e bacteriológicas

A área litorânea de Latakia a Tartús concentra os sírios alauítas. Caso caia o regime ditatorial de Bashar al-Assad, pode virar um enclave. Ao redor de Alepo até Daraa, passando pela capital Damasco, estão os sunitas. Encostado às Colinas de Golã e na fronteira com a Jordânia encontra-se o chamado “setor druso”, que engloba as cidades de Daraa e Suwayda. No norte, os curdos dominam o território conhecido como Curdistão sírio e cuja cidade principal é Hasaka. Ismaelitas estão ao lado do coração do país, formado, além da capital, pelas cidades de Hama e Homs. Os cristãos pipocam pelo território em médias concentrações e os beduínos circulam pelo deserto. O Estado sírio, nas suas fronteiras formais, vê-se por esse quadro, não existe mais unitariamente. No território estão presentes interesses de potências planetárias e regionais.

A Síria enfrenta acusações de uso de gás de ataca o sistema nervoso e que matou ao menos 1.400 rebeldes em agosto

Os cinco integrantes com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU têm envolvimento. A França e a Grã-Bretanha, com a veleidade de reconquistarem papel ao tempo do domínio colonial, fornecem armas aos insurgentes e, por tabela, aos jihadistas que tentam derrubar Assad. Do lado oposto, e em apoio ao ditador, estão a China e a Rússia, esta que, nos portos sírios, mantém bases navais. Os atores regionais contra Assad são a ainda laica Turquia e os sunitas Catar e Arábia Saudita. A sustentar Assad estão os xiitas do Irã, com os grupos Pasdaran e o Basij a adestrar alauí-tas e xiitas sírios, como, por exemplo, as diversas milícias. Há ainda o braço armado do partido libanês Hezbollah. Enquanto isso, o outro ator, Israel, destaca o risco de o arsenal de armas químicas passar para as mãos de terroristas islâmicos. Continuar lendo

Conselho de Segurança da ONU chega a consenso para condenar Síria

A questão que tem dividido o órgão há dois anos.
‘Violência é completamente inaceitável e deve terminar’, diz texto.

O Conselho de Segurança da ONU chegou nesta quinta-feira (18) a um raro consenso sobre a Síria, uma questão que tem dividido o órgão há dois anos, exigindo um fim à crescente violência e condenando as violações de direitos humanos pelos rebeldes e forças do governo.

“A escalada da violência é completamente inaceitável e deve terminar imediatamente”, disse o conselho em um comunicado sem vínculo jurídico.

Depois de uma discussão sobre a piora da situação humanitária na Síria, o conselho formado por 15 países também “condenou as violações generalizadas dos direitos humanos pelas autoridades sírias, assim como quaisquer abusos de direitos humanos por grupos armados”.

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Rebeldes tuaregues anunciam independência do norte de Mali

Novo Estado, segundo independentistas, se chamaria Azawad

O grupo independentista tuaregue MNLA (Movimento Nacional de Libertação de Azawad) anunciou nesta sexta-feira (06/04) a “independência do estado de Azawad”, região do norte de Mali, e pediu o reconhecimento da comunidade internacional.

Em comunicado assinado pelo secretário-geral do grupo, Bilal Ag al-Sherif, e divulgado hoje em seu site, o MNLA insiste também no reconhecimento e no respeito das fronteiras dos países vizinhos.

Rebeldes touaregues anunciam independêncioa de Azawad e pedem reconhecimento internacional

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