Tráfico de pessoas

Especialista acredita que a feminização da pobreza seja o principal motivo de tantas vítimas da rede de comércio internacional para fins sexuais

“A s mulheres vítimas do tráfico são, antes de tudo, vítimas do abandono social, da falta de políticas públicas. Muitas daquelas que passaram pela experiência da exploração sexual fora do País preferem não voltar para o Brasil, pois sabem que aqui não encontrarão perspectiva de trabalho, acompanhamento médico, muito menos acolhimento social ou familiar”. A afirmação é da advogada e assistente social Tânia Teixeira Laky de Sousa, autora da pesquisa “Tráfico de Mulheres: Nova Face de uma Velha Escravidão”, que foi apresentada pela primeira vez no III Simpósio Internacional para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Campo Grande (MS) no dia 20 de junho deste ano.

Para Tânia Teixeira Laky, é a feminização da pobreza o principal motivo de tantas vítimas da rede de tráfico internacional para fins sexuais. “Estão atrás de emprego; aqui, não encontram perspectivas. O que os governos vêm fazendo para estancar o êxodo? Como estão cuidando das mulheres que passam por esse trauma e voltam para o Brasil? Nada. Nenhuma política pública séria e de resultados reais está sendo trabalhada no País”, garante a pesquisadora. Continuar lendo

Afeganistão, o país onde homens de 60 se casam com meninas de oito

Pesquisa indicou que as afegãs são as mulheres que mais correm riscos no mundo

Quando teve início a segunda Conferência de Bonn sobre o Afeganistão, em 5 de dezembro, organizações de mulheres afegãs batalharam para que fossem escutadas. Elas temem que a retirada da coalizão internacional implique também no desaparecimento de fundos para proteção e para delegação de autonomia das meninas e das mulheres.

Os direitos das mulheres continuam marginalizados no Afeganistão, mas em nenhum âmbito essa desigualdade é tão chocante como no fraco sistema judicial daquele país. A história de Yasmin* é um exemplo. A idade legal para se casar sendo mulher é 16 anos. Porém, quando ela tinha oito, sua família arranjou seu casamento com um homem de 60, em uma afastada região da província oriental de Nangarhar. Depois de quatro anos de infelicidade, Yasmin fugiu com um homem de sua aldeia por quem estava apaixonada.

Quando o casal foi preso por fugir e se casar, ela estava grávida. Teve seu filho na prisão. Já em liberdade conseguiu ser acolhida em um abrigo de Cabul, temendo que sua família e seu primeiro marido, agora com 70 anos, a localizassem e a matassem pela honra maculada. Continuar lendo

Mais de 40 milhões de pessoas se prostituem no mundo, diz estudo

Estima-se que 2 milhões são crianças; a maioria é agenciada por redes de tráfico

Um estudo da fundação francesa Scelles apontou que mais de 40 milhões de pessoas se prostituem atualmente por todo o mundo. O relatório levou em consideração 24 países e a partir disso traçou um paralelo em relação ao restante do mundo.

Entre os países analisados diretamente pela fundação estão França, Estados Unidos, Índia, China e México. Ainda de acordo com o relatório, 75% das pessoas que se prostituem são mulheres entre 13 e 25 anos.

Os números divulgados pela fundação francesa apontam cerca de 42 milhões de pessoas nesta condição pelo mundo. A cada 10, nove estariam ligados a cafetões ou grupos que organizam esse tipo de atividade. Continuar lendo