Mapa da desigualdade em 2013: 0,7% da população detém 41% da riqueza mundial

Nova pesquisa revela que PIB mundial atinge maior valor da história, mas divisão segue extremamente desigual

Cinco anos depois do início da crise econômica mundial, marcada pela quebra do banco norte-americano Lehamn Brothers, os indicadores financeiros seguem apontando para uma concentração da riqueza ao redor do globo. De acordo com o relatório “Credit Suisse 2013 Wealth Report, um dos mapeamentos mais completos sobre o assunto divulgados recentemente, 0,7% da população concentra 41% da riqueza mundial.

Em valor acumulado, a riqueza mundial atingiu em 2013 o recorde de todos os tempos: US$ 241 trilhões. Se este número fosse dividido proporcionalmente pela população mundial, a média da riqueza seria de US$ 51.600 por pessoa. No entanto, não é o que acontece. Veja abaixo o gráfico da projeção de cada país se o PIB fosse dividido pela população:

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Um país pode morrer?

Com níveis cada vez menores de fecundidade e emigração em massa, países da Europa Oriental poderiam se tornar exemplos de Estados insustentáveis

Histórico prédio Buzludzha, abandonado em Shipka, na Bulgária

O desaparecimento de povos é um acontecimento raro na história mundial, mas não inédito. As grandes cidades e centros cerimoniais maias estão em parte preservados, em países como México e Guatemala, embora a civilização que chegou a ter mais de 10 milhões de pessoas tenha desaparecido por volta do ano 950. Mas seria possível um cenário catastrófico como esse ocorrer nos dias atuais também com um país?

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Fotos mostram haitianos usando camisetas de gosto duvidoso doadas por norte-americanos

Doações feitas a instituições de caridade por norte-americanos acabam ridicularizando população do país, que não fala inglês

“Beije-me, eu sou loira”, “Não sou ginecologista, mas posso dar uma olhada”, “Ganhar um milhão de dólares não vai me transformar” e “Eu amo pizza” são algumas das frases estampadas em camisetas doadas por norte-americanos para o Haiti, conforme mostra um projeto fotográfico chamado “Pepe”. O que deveria ser um ato de caridade, revelam os fotógrafos, acaba sendo um desrespeito com haitianos carentes.

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Universo das classes

Estudo publicado pelo Banco Mundial define a classe média como o grupo formado por aqueles que não correm mais o risco de retornar à pobreza

Alcides Leite

O Banco Mundial lançou recentemente a publicação Economic Mobility and the Rise of the Latin American Middle Class, dos autores Francisco H. G. Ferreira, Julian Messina, Jamele Rigolini, Luis-Felipe Lopez-Calva, Maria Ana Lugo e Renos Vakis.

Esta publicação, que, em tradução livre, se intitula Mobilidade Econômica e Crescimento da Classe Média Latino-Americana, mostra que, após décadas de estagnação, a classe média na América Latina cresceu a ponto de atingir o mesmo tamanho da classe dos pobres. Continuar lendo

Chineses questionam sua “máquina de medalhas”

A levantadora de peso Zhou Jun, 17, em uma das três tentativas frustradas durante os Jogos de Londres; o jornal chinês “Dushi Shibao” a classificou em sua manchete de “o fracasso mais humilhante na história do time nacional de levantamento de peso”, mas recuou e pediu desculpas à atleta após uma avalanche de críticas na internet

Fabiano Maisonnave, de Pequim

Minutos após receber a medalha do ouro olímpico, o pai da atleta de salto sincronizado Wu Minxia lhe contou que sua mãe está com câncer de mama e que seus avós maternos haviam morrido há mais de um ano. “Aceitamos há muito tempo que ela não nos pertence”, justificou o pai. “Nem sequer ouso pensar em coisas como desfrutar a felicidade familiar.”

Com a medalha de prata no peito, o levantador de peso Wu Jingbiao disse, desconsolado, a um repórter: “Eu desonrei o meu país, eu desonrei o time nacional de levantamento de peso, eu desonrei todos os que se importam comigo”. Continuar lendo

Cidades em crise

Os interesses do capital imobiliário e a omissão do Poder Público fazem com que o planejamento urbano seja relegado a um segundo plano, enquanto o direito à moradia é negado a uma boa parte da população

Por Adriana Delorenzo, Gisele Brito e Glauco Faria

“Ninguém esperava que o local onde foi fundado o Jardim Edith, antes do início dos anos 1970, seria, um dia, uma das áreas mais disputadas da cidade.” A reflexão é de Gerôncio Henrique Neto, 69 anos, líder comunitário de uma favela que foi demolida por conta da Operação Urbana Água Espraiada, na zona Sul de São Paulo. As casas modestas, na maioria de alvenaria, ficavam em uma das áreas que, no início da ocupação, em 1973, estava longe de ser o que hoje é uma das áreas mais valorizadas da capital paulista. Continuar lendo

Timor Leste celebra 10 anos de independência em um ambiente de paz

Depois de décadas de conflito, país ainda luta contra a pobreza extrema

Tropas em parada de comemoração aos 10 anos de independência do Timor Leste

Tropas em parada de comemoração aos 10 anos de independência do Timor Leste

O Timor Leste se prepara para celebrar neste final de semana os 10 anos de sua independência, com o orgulho de ter reestabelecido a paz depois de décadas de conflitos. Embora o país, que fica no sudeste da Ásia, ainda luta contra a pobreza endêmica e tenta provar que pode garantir seu desenvolvimento, a população comemora a independência. Continuar lendo

EUA fizeram do Laos país mais infestado por explosivos em todo o mundo

Entre 1965 e 1973, as forças norte-americanas lançaram sobre o Laos quase 80 milhões de submunições

Nas Américas, apenas dois países, Estados Unidos e Cuba, não aderiram ao Tratado de Ottawa, que proíbe a produção, a armazenagem, o uso e a venda de minas anti pessoal (as mina anti veículos continuam permitidas), além de estipular prazos para a desminagem e obrigar os países minados a executarem programas de educação sobre o risco das minas para a população civil, sinalizar campos minados e prestar assistência às vítimas.

Voluntária do Mines Advisory Group faz trabalho de desminagem de área rural no Laos, na fronteira com o Vietnã

Voluntária do Mines Advisory Group faz trabalho de desminagem de área rural no Laos, na fronteira com o Vietnã

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Golpe de Estado que fracassou em derrubar Hugo Chávez completa 10 anos

Complô entre mídia e oposição foi rejeitado pela população e aumentou divisão política na Venezuela

Imagem de apoio a Hugo Chávez é exposta em Caracas em meio ao aniversário de 10 da tentativa de golpe em 2002

Imagem de apoio a Hugo Chávez é exposta em Caracas em meio ao aniversário de 10 da tentativa de golpe em 2002

Há dez anos, uma série de protestos em Caracas, capital da Venezuela, deu início a um dos golpes de Estado mais curtos da América Latina. Por 47 horas, uma aliança liderada pelos grandes grupos de mídia, empresários, setores da Igreja Católica e militares depôs o presidente Hugo Chávez, impôs um novo chefe de Estado, dissolveu garantias constitucionais e dividiu o país. Sem respaldo da maioria da população, das Forças Armadas e da comunidade internacional, a ação fracassou e o presidente democraticamente eleito foi restituído ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano. Continuar lendo