China vai reduzir restrição a filho único, diz mídia estatal

Sistema de ‘reeducação através do trabalho’ também será abolido.
Mudanças foram definidas em importante plenária do Partido Comunista.

O governo da China vai relaxar sua política de filho único, iniciada em 1979, anunciou a mídia estatal nesta sexta-feira (15).

Também foram anunciados a redução da aplicação da pena de morte e o fim do sistema de “reeducação através do trabalho”.

Após uma importante reunião plenária, que terminou na terça-feira, o PCC também anunciou mais facilidades para o investimento privado, em uma tentativa de manter o ritmo de crescimento da economia chinesa.

As novidades foram reveladas pela agência de notícias oficial Xinhua. Continuar lendo

Tráfico de fetos chineses para curar doentes do Ocidente

Por Maria Laura Neves

Ilustração da revista The Economist sobre a venda de tratamentos de células-tronco

Ilustração da revista The Economist sobre a venda de tratamentos de células-tronco

Nos últimos anos, a China atraiu milhares de estrangeiros doentes em busca dos tratamentos com células-tronco oferecidos pelos hospitais locais. São pacientes que têm de diabetes a doenças neurológicas degenerativas, como o Parkinson, que viajam até Pequim ou outras províncias chinesas para receber injeções de células-tronco que chegam a custar quase US$ 2 mil, cada aplicação. Em uma investigação primorosa, a jornalista Fiona Tam, do South China Morning Post(um jornal sediado em Hong Kong e portanto livre da censura do Partido Comunista Chinês) denunciou que boa parte dessas células são retiradas de fetos abortados nos hospitais locais, vítimas da política do filho único chinesa. Segundo a reportagem de Fiona, as grávidas chinesas não têm conhecimento do que acontece com seus filhos depois que o aborto é realizado, muito menos dos direitos que possuem sobre eles. Uma investigação policial local levou à denúncia de três enfermeiros de um hospital chinês que venderam um feto abortado para um laboratório de pesquisas para produção de pele e córneas artificiais. Placentas também são vendidas clandestinamente para a indústria farmacêutica. Continuar lendo