O brasileiro é um povo fútil?

por Diogo Costa

No relatório de consumo de países emergentes do Credit Suisse, o Brasil é o país com um consumo “discricionário mais prevalente”, o que é uma forma educada de dizer que gastamos mais dinheiro com futilidades do que outros países emergentes.Entre os brasileiros com uma renda de até U$1.000 (mensurada pela paridade do poder de compra), 62% dos participantes disseram que pretendem comprar roupa ou tênis “de marca” nos próximos 12 meses.  A proporção sobe para 74% entre os que ganham mais de U$2.000, maior do que nos demais países emergentes do relatório.Lembrando que, mesmo considerando a paridade de poder de compra, “roupa de marca” é mais cara aqui do que em outros países emergentes. Continuar lendo

O Brasil e as “potências emergentes”

Importantes econômica e geopoliticamente, BRICS podem estabelecer cooperação e parcerias. Mas não uma aliança estratégica, por ocuparem posições díspares no cenário mundial

Por José Luis Fiori

Considerar China uma “potência emergente”, é no mínimo um descuido etnocêntrico ou um grave erro histórico; mas no caso da Rússia, é uma tentativa explícita de diminuir a importância de uma nação que assombra os europeus desde que os soldados de Alexander Nevsky derrotaram e expulsaram do território russo os cavaleiros teutônicos, germânicos e suecos, na famosa Batalha do lago Chudskoie, em 1242. E que no século XX alcançou em poucas décadas a condição de segunda maior potência econômica, militar e atômica do mundo. Apesar disto, tornou-se um lugar comum colocar estes dois países na categoria das “potências emergentes”, ao lado da Índia e do Brasil, e a própria África do Sul acabou sendo incluída na produção midiática do grupo BRICS. Continuar lendo

A força grisalha

Artigo de Neilson Santos Meneses para o Jornal da Ciência

As mudanças demográficas que vem alterando a estrutura etária de muitos países e regiões, a partir da passagem de um regime demográfico “tradicional” para um regime “demográfico” moderno, ocorrem no contexto das transformações socioeconômicas do capitalismo contemporâneo provocando um aumento continuo da proporção de idosos em várias sociedades. Vivemos uma sociedade cada vez mais grisalha e o envelhecimento populacional não constitui mais novidade no Brasil onde os idosos já representam mais de 21 milhões de pessoas e 11% da população total (Pnad, 2011). O país apresenta uma expectativa de vida crescente devendo a mesma atingir, segundo apontam as estimativas, 75 anos em 2020. Ademais, dados da Unfpa 2012 estimam que em dez anos o mundo atinja um bilhão de idosos.

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