A ascensão de um gigante inseguro

A China está longe de ser um membro maduro da comunidade internacional

Quando a economia chinesa superar a dos Estados Unidos e se converter na maior do mundo (em algum momento daqui a alguns poucos anos), o país terá cimentado sua condição de grande potência militar (potência que em seu afã de afirmação estratégica desperta o temor de seus vizinhos). Mas o verdadeiro é que a ascensão da China é a ascensão de uma potência solitária e vulnerável, que enfrenta sérios obstáculos no plano interno.

A China se encontra neste momento rodeada de bases militares e aliados dos Estados Unidos. Embora os países asiáticos em sua maioria estejam interessados em manter e inclusive alargar seus laços econômicos com a China, nenhum (com exceção da Coreia do Norte, que depende da ajuda chinesa) está disposto a aceitar que ela seja a principal potência regional. De fato, a entrada na cena internacional de atores como Indonésia e Índia, aliados dos Estados Unidos, se deve em grande parte à ascensão da China. Continuar lendo

Mercosul é “inviável” no atual formato, diz Mujica

Presidente do Uruguai enviará carta a líderes dos países-membros do bloco pedindo urgência para mudanças

O presidente do Uruguai, José Mujica, prepara uma carta aos líderes dos outros países-membros do Mercosul (Brasil, Argentina e Venezuela) em que pedirá uma conversa franca  para se discutir os rumos futuros do bloco. O chefe de Estado uruguaio entende que, “nas condições atuais em que se encontra, a organização é inviável”. A declaração de Mujica, publicada na revista semanal Búsqueda, foi transmitida por uma fonte do Executivo uruguaio que preferiu não se identificar.

A preocupação do presidente, segundo essa fonte, é não saber o que se fazer com o bloco. “Vamos voltar a ficar quietos ou tomaremos em conta algumas coisas que deveríamos fazer? Isso é a primeira coisa a se resolver. E a segunda é com quem e para onde”, diz a fonte, citando Mujica.
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