Geopolítica da Copa do Mundo

Garrincha prepara-se para driblar, na Copa do Mundo da Suécia, em 1958

Brasil organiza torneio no momento exato em que mídia ocidental, ressentida, tenta demonizar BRICS. Mas países do Sul serão capazes de propor ordem global alternativa?

Por Pepe Escobar | Tradução: Vila Vudu

Numa das imagens que, até aqui, definem a Copa do Mundo, vê-se a Mannschaft alemã – a seleção alemã de futebol – confraternizando com índios pataxó, a poucas centenas de metros de distância de onde o Brasil foi “descoberto”, em 1500. Praticamente, um redescobrimento dos trópicos exóticos.

E há também a seleção inglesa, deitando e rolando à beira-mar, numa base militar, com o Pão de Açúcar como deslumbrante pano de fundo, sob uma parafernália de equipamentos e respectivo especialista científico em umidade e ventiladores industriais (afinal, haverá o “Duelo na Selva” contra a Itália, no próximo sábado, “nas profundezas da Floresta Tropical Amazônica”, como dizem tabloides britânicos.) Continuar lendo

ESPECIAL DA RÁDIO AGÊNCIA NP: “Venezuela, nos passos do desenvolvimento”

Governada pelo presidente Hugo Chávez desde 1999 e país vizinho do Brasil, a Venezuela possui 28,5 milhões de habitantes.  Mesmo com a proximidade geográfica, sabemos pouco sobre o país que tem o menor índice de desigualdade social da América Latina. Nesta série especial Venezuela, nos passos do desenvolvimento”, a Radioagência NP apresenta, por meio de sete reportagens, os potenciais e desafios de uma nação que, em pouco mais de uma década, se destacou no cenário geopolítico internacional.

A fronteira com o Brasil se estende por 1,5 mil quilômetros, sendo a saída prioritária para o Caribe, a partir da região amazônica brasileira. No ano de 2011, as trocas comerciais entre Brasil e Venezuela movimentaram 5,9 bilhões de dólares, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Recentemente, a Venezuela foi certificada como detentora da maior reserva de petróleo do mundo, com aproximadamente 297 bilhões de barris. Esse potencial energético atingiu dimensões políticas, econômicas e sociais inéditas quando o Estado assumiu o controle da PDVSA, principal empresa do setor petrolífero, em 2003. Continuar lendo