As raízes da crise egípcia

As raízes da crise egípcia

A chamada “primavera árabe” foi, de forma afoita, chamada por alguns de uma revolução. Foi muito importante, principalmente porque quebrou um eixo fundamental da política dos EUA para a região – a ditadura de Mubarak. Não por acaso o país ocupa o segundo lugar na lista de receptores de apoio militar dos EUA, só superado por Israel.

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Egito: quando a “Revolução” é pura farsa

Vale ler Marx, para compreender ditadura que apela às massas e ao nacionalismo, enquanto reprime brutalmente e reata laços com Washington

Por Kaveh L AfrasiabiAsia Times Online | Tradução Vila Vudu

“O gigante pressupõe o anão.
Cesar, o herói, deixou atrás de si um Otaviano…”

(Karl Marx)

Quando o novo homem forte do Egito, general Abdel Fattah al-Sisi, convocou seus apoiadores para que manifestassem sua solidariedade ao Exército na 6ª-feira (26/7), 57º aniversário da nacionalização do Canal de Suez, ato do carismático Gamal Abdel Nasser, minha reação instintiva foi correr à prateleira, para reler O 18 de Brumário de Luis Bonaparte, de Karl Marx, em homenagem à analogia histórica.[1]

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