Entenda por que o mundo não impediu o genocídio de Ruanda

Em 100 dias, 800 mil pessoas morreram no país africano.
Caso é exemplo de omissão de potências internacionais.

As mortes de ruandeses da etnia tutsi pela maioria hutu começaram antes de 1994, quando ocorreu o genocídio que deixou 800 mil mortos em 100 dias no país. Desde 1990, agências humanitárias e a ONU vinham documentando matanças isoladas e a deterioração da situação no país. Quando o genocídio efetivamente começou, as lideranças políticas foram também avisadas. Então por que, dias depois da retirada de estrangeiros, a ONU não aprovou uma intervenção militar? Por que, ao invés disso, diminuiu o número das forças de paz? Continuar lendo

As crianças soldados da República Democrática do Congo

Relatório da ONU ressalta “recrutamento endêmico” de crianças por grupos armados. Elas são utilizadas, entre outros lugares, em minas de metais para tablets e gadgets

Relatório da ONU ressalta “recrutamento endêmico” de crianças por grupos armados. Elas são utilizadas, entre outros lugares, em minas de metais para tablets e gadgets

Um grave, e infelizmente comum, problema em muitos países da África deixou a missão de paz da ONU na República Democrática do Congo (Monusco, da sigla em francês) “extremamente preocupada”. Segundo um relatório publicado na última semana, entre janeiro de 2012 e agosto de 2013 cerca de 1 mil casos de crianças recrutadas por grupos armados congoleses foram registrados.

O primeiro levantamento da missão da ONU sobre crianças soldados no país ressalta que “o recrutamento permanece endêmico” na RDC, apesar de campanhas de conscientização e tentativas de pacificar grupos armados. O número elevado de casos nos últimos dois anos, acreditam as Nações Unidas, ocorreu devido a novos conflitos internos no país africano. Continuar lendo