Gases de dinossauros fizeram ‘aquecimento global’ jurássico

Cientistas concluem que quantidade metano emitida pelos répteis foi maior que a atual

Se pesquisadores em aquecimento global põem culpa nas criações de gado por parte do aumento de emissão de gases do efeito estufa, pior ocorreu com os dinossauros. Cientistas britânicos chegaram à conclusão, de acordo com artigo publicado na revista “Current Biology”, de que a população do saurópode, família de répteis herbívoros existente há 150 milhões de anos, lançava na atmosfera 520 milhões de toneladas de gases todos os anos. Tanta atividade intestinal, explicaram os pesquisadores, teve papel chave no aquecimento que nosso planeta passou na era mesozoica, no fim do período jurássico. Por meio de um cálculo feito a partir da quantidade de gases liberados por vacas, os pesquisadores estimaram o quanto era solto pelos répteis gigantes. Continuar lendo

ESPECIAL FENÔMENOS CLIMÁTICOS – textos sobre alguns conceitos e fenômenos climáticos mais comuns

ESCLARECENDO ALGUNS CONCEITOS

  • TEMPO E CLIMA

É muito comum haver confusão entre o que é tempo e o que é clima. Porém, estes são dois fenômenos diferentes, mesmo que se encontrem inter-relacionados.

No dia-a-dia, a previsão do tempo é a estimativa do que se espera que ocorra em termos de temperatura e de precipitação pluvial em um curto período. Nesse sentido o tempo está constantemente mudando: em um certo dia pode fazer sol pela manhã, mas chover pela noite ou podemos ter uma semana chuvosa e outra ensolarada. Já a sucessão dos tipos de tempo registrados por um determinado período é o clima. Assim, para definir o clima com maior exatidão, é necessário considerar a média das variáveis climáticas em um longo período.

  • AQUECIMENTO GLOBAL OU MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

As mudanças do clima e o aquecimento global estão inter-relacionados, mas não são o mesmo fenômeno. Como vimos, é natural que a Terra passe por alterações climáticas, esfriando e esquentando em diferentes momentos. Em séculos passados, lagos ficaram anos congelados na Europa e longos períodos de clima estável foram sucedidos por glaciações. Outra confusão comum é pensar que qualquer evento atípico ou extremo é resultado da mudança do clima. Se, por exemplo, há um inverno muito rigoroso, ou um período muito quente, isso não significa que esteja ocorrendo uma mudança climática, pois na história do planeta sempre houve extremos de frio e de calor, independentemente desse tipo de fenômeno.

Já o aquecimento global, no contexto dos debates atuais, é realmente um aumento da temperatura além do natural – e da capacidade da atmosfera em reter calor. Em resumo, a questão do aquecimento da Terra está diretamente relacionada à quantidade de energia que entra (via radiação solar) e sai (via calor) da Terra.

Aí entra em cena a polêmica sobre as causas desse aquecimento: qual parcela diz respeito às causas naturais e qual resulta da contribuição das atividades humanas, com o progressivo aumento na concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera nos últimos 150 anos. Continuar lendo

Bactérias e geografia limparam Golfo do México de gás vazado em acidente

Metano que vazou de poço da BP em 2010 serviu de alimento a bactérias.
Circulação das correntes marítimas na região favoreceu processo.

Um estudo publicado na edição de segunda-feira (9) da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” mostra como a natureza fez com que um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA tivesse um impacto menor do que o que se temia.

Em 2010, um acidente com uma plataforma submarina provocou o vazamento de petróleo e gás metano – que é venenoso para os animais, incluindo humanos – no Golfo do México. Menos de um ano depois, no entanto, colônias de bactérias já haviam consumido quase todo o metano do mar. Continuar lendo