Energia nuclear: o que deu errado?

Se tivessem sido bem sucedidas, milhares de termelétricas a energia nuclear estariam em operação pelo mundo

Para o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear, Edson Kuramoto, o fechamento das usinas na Alemanha, após acidentes em Fukushima, é decisão meramente política

Nem sempre a imagem da energia nuclear foi tão negativa. Do início do século passado até a Segunda Guerra Mundial floresceu uma indústria nuclear baseada no rádio-226. O uso mais importante deste isótopo radioativo e do radônio (produto da desintegração do rádio-226) foi na medicina, permitindo novas formas de tratamento de tumores cancerosos. Continuar lendo

25 anos do desastre de Chernobyl: mitos e verdades da energia atômica

Um quarto de século após o maior acidente nuclear da história, a energia atômica ainda permanece uma incógnita para muita gente.

O dia 26 de abril de 2011 marcou o 25º ano do acidente nuclear ocorrido na cidade ucraniana de Chernobyl. O acidente, considerado o maior do gênero na história da humanidade, foi um dos primeiros a colocar em cheque os verdadeiros benefícios da energia nuclear se comparados aos riscos que esse tipo de empreendimento representa.

O acidente em Chernobyl

Na madrugada de sábado, 26 de abril de 1986, ocorreu o acidente com o reator número 4 durante testes realizados na usina nuclear. As partículas que se espalharam pela região despejaram sobre o local uma nuvem de contaminação 400 vezes mais radioativa do que os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki ao final da Segunda Guerra Mundial.

Não houve apenas uma causa para o acidente. Os principais motivos são as falhas no projeto técnico na construção dos reatores RBMK, além de falhas humanas no manuseio em suas hastes de controle, o que levou a complicações no nível de calor gerado pelo dispositivo. As altíssimas temperaturas destruíram o reator 4, ocasionando o maior acidente nuclear da história.

O resultado imediato foi a morte de 31 pessoas: uma durante a explosão, uma de trombose coronária, uma terceira de queimaduras térmicas e 28  de intoxicação aguda por radiação. Mas os problemas continuaram, atingindo cerca de 1 mil trabalhadores de emergência da área do reator no primeiro dia após o acidente. Durante o primeiro ano pós-acidente, cerca de 200 mil trabalhadores das operações de emergência e recuperação foram expostos à alta radiação. Continuar lendo