A geopolítica não considera direitos

por Silvio Caccia Bava

O que estamos aprendendo nos dias de hoje é que os Estados não se movem pela defesa dos direitos humanos. Eles obedecem à lógica do acúmulo e manutenção do poder. Aprendemos também que as guerras chamadas humanitárias têm muito pouco de humanitárias.

Sempre é possível comparar situações semelhantes em contextos diferentes: no caso da Líbia, por exemplo, as forças da Otan, Estados Unidos à frente, se posicionaram em apoio à revolução. Aí estava em jogo garantir um futuro governo alinhado com os interesses ocidentais, garantindo o indispensável fluxo do petróleo para irrigar suas economias. No caso do Bahrein, algo muito emblemático, as forças da Liga Árabe que ocuparam o país, sob orientação dos EUA, se posicionaram contra a revolução e em apoio ao governo ditatorial, mas para quê? De novo, para garantir o indispensável fluxo do petróleo da região para irrigar suas economias. E para isso é indispensável garantir também sua posição de força na região. Dois pesos, duas medidas. Continuar lendo

Assembleia da ONU condena violência na Síria e pede saída de Assad

Resolução ratifica plano de transição apresentado pela Liga Árabe; Rússia e China votaram contra

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (16/02) uma resolução que condena a violência na Síria e pede a saída do presidente Bashar Al Assad do poder. O documento teve o apoio da maior parte dos 193 países membros. Foram 137 votos a favor, 17 abstenções e 13 votos contrários. Continuar lendo