Qual é o habitat do ser humano?

O progresso a qualquer custo tem negligenciado o ser humano. Construções sustentáveis tentam resgatar essa dívida. Por Reinaldo Canto

Manifestação pela Avenida M’Boi Mirim, periferia na zona sul de São Paulo

Habitat é o local ideal para que uma espécie, seja ela animal ou planta, possa se desenvolver, se alimentar e procriar. Pesquisadores já identificaram os habitats de inúmeras espécies. Sabemos, por exemplo, quais são os melhores lugares para que o elefante, a onça, o tamanduá-bandeira e o esquilo possam viver. Identificamos os biomas naturais e os seres vivos que os habitam. Até mesmo fomos capazes de considerar algumas espécies como exóticas, quando elas passam a ocupar e interagir de maneira pouco saudável com as espécies chamadas nativas dessa região. E nós, humanos, quais são os nossos ambientes, nem diria naturais, mas ideais para podermos viver com qualidade?

Ao longo da nossa história, as cidades e comunidades humanas foram sendo formadas levando em conta as questões ambientais existentes no local. Bom exemplo é o da água, vital para a sobrevivência. Nós humanos íamos ao seu encontro e instalávamos nossas moradias próximas às fontes do líquido precioso. Não é à toa que todas as grandes civilizações do passado se desenvolveram em torno dos grandes rios e muitas continuam lá até hoje. Continuar lendo

Venezuela, futuro e memória

Cerca de metade da população atual da Venezuela não era nascida ou era criança quando Hugo Chávez se elegeu presidente, em 1998. Parte não viveu e parte não teve exata percepção do que foram as duas décadas de crise que o país viveu, fruto da queda dos preços do petróleo e do experimento neoliberal num país em que toda a economia sempre foi extremamente dependente do Estado. A batalha da Venezuela neste domingo é uma batalha pelo futuro, solidamente ancorada na construção da memória dos anos recentes. O artigo é de Gilberto Maringoni, direto de Caracas.

Gilberto Maringoni

Oito milhões de habitantes da Venezuela têm entre 15 e 24 anos, numa população total de 30 milhões. Os números são das projeções do Censo de 2011 para este ano. Outros 8,5 milhões têm entre 0 e 14 anos. Isso quer dizer que metade da população não era nascida ou era criança quando Hugo Chávez se elegeu presidente, em 1998. Parte não viveu e parte não teve exata percepção do que foram as duas décadas de crise que o país viveu, fruto da queda dos preços do petróleo e do experimento neoliberal num país em que toda a economia sempre foi extremamente dependente do Estado (que, por sua vez, depende da renda petroleira).

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