É hora de pensar diferente

A repressão militar consumiu dinheiro e gerou violência sem conter a expansão do poder do narcotráfico

A repressão militar consumiu dinheiro e gerou violência sem conter a expansão do poder do narcotráfico. Até os EUA parecem dispostos a abandonar a política da “guerra às drogas”

Na sempre atrasada América do Sul, cabe ao pequeno Uruguai do presidente José Mujica levar adiante um debate que avança mais depressa em outras regiões do planeta. Diante da falência da guerra às drogas – o planeta não reduziu o número de dependentes ou consumo de entorpecentes, ao contrário –, qual política seria capaz de amenizar os efeitos deletérios, entre eles a violência e a corrupção?

Continuar lendo

OEA sugere possibilidade de legalização da maconha na América

Relatório divulgado na última sexta-feira, 17, é o primeiro documento de uma organização multilateral que admite a viabilidade da legalização 

Da Redação

Em relatório divulgado na última sexta-feira, 17, a OEA (Organização dos Estados Americanos) sugere a possibilidade da legalização da maconha em todo o continente americano. O relatório é o primeiro documento de uma organização multilateral que admite a possibilidade da legalização.

O documento foi entregue pelo secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Em 2012, quando foi realizada na Colômbia a Sexta Cúpula das Américas, o relatório foi encomendado para analisar a chamada “guerra às drogas”.

Continuar lendo

Legalização das drogas é defendida por figuras mundiais relevantes

Cresce na América Latina a movimentação de líderes e presidentes na defesa da discussão de um modelo de combate não repressivo

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, propõe uma nova abordagem contra as drogas

Conforme se consolidam exemplos positivos de países que legalizaram o consumo de drogas, como Portugal, evidencia-se que a repressão militar às drogas consumiu bilhões de dólares e gerou violência sem conter a expansão do poder do narcotráfico. Até mesmo os Estados Unidos parecem dispostos a abandonar a política da “guerra às drogas”, impulsionados pela pressão de figuras relevantes na política internacional e regional, especialmente da América Latina.

Continuar lendo