Biodiversidade do Pampa está ameaçada por florestas artificiais

Eucaliptos e pinheiros cobriram 25% do bioma nos últimos cinco anos. A sombra das árvores impede o desenvolvimento das plantas nativas e abre espaço para espécies invasoras

por Karina Toledo/ Agência FAPESP

Poucas plantas nativas dos pampas sobrevivem debaixo de eucaliptos e pinheiros. Há pouca luz disponível e as espécies de campo aberto precisam de muito sol

Em estados como Mato Grosso e Pará, a Floresta Amazônica está sendo transformada em pasto. No Rio Grande do Sul ocorre o problema inverso: a vegetação campestre dos pampas – que há séculos convive em harmonia com a pecuária – está sendo dizimada para dar lugar a florestas plantadas pelo homem.

O impacto visual da destruição pode ser maior na Amazônia, mas se engana quem pensa que a perda biológica no Bioma Pampa é menor. Segundo levantamento coordenado pela professora Ilsi Boldrini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os campos sulinos concentram uma diversidade vegetal três vezes maior que a da floresta, quando se leva em conta a proporção da área ocupada por cada bioma.

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