Denúncia: Somália é usada como lixeira nuclear

 A Somália é um dos numerosos países subdesenvolvidos que desde os anos 1980 recebeu inumeráveis cargas de resíduos nucleares e outros dejetos tóxicos dos países desenvolvidos e os armazenou ao longo de sua costa. Os somalis informam agora que 40% de sua população padecem de câncer.

Por Diário da Liberdade

Tratava-se de uma violação dos acordos internacionais a exportação de semelhantes dejetos à Somália, e era eticamente questionável que pudessem estabelecer-se semelhantes convênios com um país sacudido por uma guerra civil. A indignação do Unep (United Nations Environment Programme), o Programa da ONU para a proteção ao meio ambiente, parecia justificada. Mas a incógnita se mantém aberta: se desde os anos 1980 se deram esses casos, por que o Unep não tomou medidas mais enérgicas antes?

As nações Unidas não se manifestaram nem mesmo depois do escândalo do barco sírio “Zenobia”, que em 1988 transportava cerca de 20 mil toneladas de resíduos nucleares e durante meses esteve buscando um porto para poder descartá-las.

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Riqueza desconhecida

Estudo internacional feito com participação de pesquisadores brasileiros mostra que os ecossistemas secos, como o semiárido nordestino, têm um papel mais importante do que se pensava no equilíbrio ecológico do mundo.

À primeira vista, eles podem ser vistos como ambientes inóspitos à vida, desertos em formação ou regiões sem importância para o meio ambiente. No entanto, as áreas de terras secas – que incluem alguns tipos de savanas, estepes e semiáridos – estão longe de ser irrelevantes. Além de compreender 41% da superfície terrestre e abrigar 38% dos seres humanos, esse tipo de formação representa uma verdadeira joia natural, cumprindo um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. A conclusão é do maior estudo já feito no mundo sobre esses ecossistemas, publicado na edição de hoje da revista Science e elaborado com a participação da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia. Continuar lendo