Excelente notícia no Irã

Depois de trinta anos de enfrentamentos diretos ou via países terceiros, o Irã e os Estados Unidos estão prestes a normalizar suas relações

por Serge Halimi

Um acordo que mobiliza contra si Benjamin Netanyahu, os ultraconservadores iranianos, o lobby pró-Israel que dita sua lei no Congresso norte-americano e a Arábia Saudita pode ser ruim? E Israel – um Estado que não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que possui a bomba e violou mais resoluções das Nações Unidas do que qualquer outro Estado no mundo1 – está em posição de dar uma lição sobre todos esses pontos ao regime iraniano?

Segundo os termos do acordo interino de seis meses fechado no dia 24 de novembro, o Irã vai interromper seu programa de enriquecimento de urânio para além de 5% em troca de uma suspensão parcial das sanções que sofre. Na região, é a melhor notícia desde o início das revoltas árabes. Continuar lendo

Energia nuclear: o que deu errado?

Se tivessem sido bem sucedidas, milhares de termelétricas a energia nuclear estariam em operação pelo mundo

Para o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear, Edson Kuramoto, o fechamento das usinas na Alemanha, após acidentes em Fukushima, é decisão meramente política

Nem sempre a imagem da energia nuclear foi tão negativa. Do início do século passado até a Segunda Guerra Mundial floresceu uma indústria nuclear baseada no rádio-226. O uso mais importante deste isótopo radioativo e do radônio (produto da desintegração do rádio-226) foi na medicina, permitindo novas formas de tratamento de tumores cancerosos. Continuar lendo

Uma energia incompatível com a humanidade

Catorze meses após tragédia de Fukushima, exame de suas consequências movimenta, no Brasil, iniciativa cidadã para banir centrais nucleares

Por Chico Whitaker

Em 11 de março 2011, no Japão, um terremoto de 8,9 graus e as grandes ondas de um maremoto, que invadiram dez quilômetros de terra, provocaram milhares de mortes e uma enorme destruição. Mas a cidade de Fukushima viveu uma segunda tragédia: uma onda de 14 metros destruiu o dique que protegia usinas de produção de eletricidade com reatores atômicos, causando-lhes avarias e explosões.

Este segundo desastre teve efeitos ainda piores. De fato o luto, ainda que doloroso, um dia será superado; os equipamentos coletivos, casas, edifícios e bens destruídos serão reconstruídos ou indenizados; mas a radioatividade resultante da explosão de uma usina nuclear contamina a terra, o ar, a água, as plantas e as pessoas, por mais de uma geração. Por isso, 3 mil moradores foram evacuados, num raio de 3 km, estendido depois para 10 e 20 km, com mais pessoas removidas. Continuar lendo

25 anos do desastre de Chernobyl: mitos e verdades da energia atômica

Um quarto de século após o maior acidente nuclear da história, a energia atômica ainda permanece uma incógnita para muita gente.

O dia 26 de abril de 2011 marcou o 25º ano do acidente nuclear ocorrido na cidade ucraniana de Chernobyl. O acidente, considerado o maior do gênero na história da humanidade, foi um dos primeiros a colocar em cheque os verdadeiros benefícios da energia nuclear se comparados aos riscos que esse tipo de empreendimento representa.

O acidente em Chernobyl

Na madrugada de sábado, 26 de abril de 1986, ocorreu o acidente com o reator número 4 durante testes realizados na usina nuclear. As partículas que se espalharam pela região despejaram sobre o local uma nuvem de contaminação 400 vezes mais radioativa do que os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki ao final da Segunda Guerra Mundial.

Não houve apenas uma causa para o acidente. Os principais motivos são as falhas no projeto técnico na construção dos reatores RBMK, além de falhas humanas no manuseio em suas hastes de controle, o que levou a complicações no nível de calor gerado pelo dispositivo. As altíssimas temperaturas destruíram o reator 4, ocasionando o maior acidente nuclear da história.

O resultado imediato foi a morte de 31 pessoas: uma durante a explosão, uma de trombose coronária, uma terceira de queimaduras térmicas e 28  de intoxicação aguda por radiação. Mas os problemas continuaram, atingindo cerca de 1 mil trabalhadores de emergência da área do reator no primeiro dia após o acidente. Durante o primeiro ano pós-acidente, cerca de 200 mil trabalhadores das operações de emergência e recuperação foram expostos à alta radiação. Continuar lendo

Fukushima nunca mais! artigo de Carlos Walter Porto-Gonçalves

Foto divulgada pela Tokyo Electric Power CO mostra dano em reator 4

Foto divulgada pela Tokyo Electric Power CO mostra dano em reator 4

Durante anos cientistas e ativistas denunciaram os males do DDT, do agente laranja e outros subprodutos da indústria militar na “guerra contra as pragas”, enfim, na “luta pela dominação da natureza”, particularmente no mundo da agricultura e da pecuária. Continuar lendo

Professores apontam os temas que devem cair no Enem 2011

LEONARDO SOARES

Calendário de provas em mãos, pilhas de livros para ler e uma reta final de estudos que pode se tornar um labirinto. Se o estudante não souber por onde começar a revisão dos assuntos para o Enem 2011, que realiza suas provas nos dia 22 e 23 de outubro, é problema na certa. Uma das dúvidas mais crueis são os temas de atualidade que podem ser cobrados. Para ajudar nesse momento decisivo da preparação para o exame, os professores Leonardo Gama (Ciências da Natureza), Chico Marchese (Ciências Humanas) e Paulo César PC (Exatas) elencaram os assuntos que podem cair na prova deste ano. Continuar lendo