CLT faz 70 anos com patrões e empregados brigando sobre hora extra

Setenta anos depois do início da vigência da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), legislação criada para proteger os empregados, o pagamento de horas extras é o principal motivo que leva trabalhadores à Justiça. De acordo com levantamento feito em abril pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), o tribunal contava com 34.360 processos sobre o assunto, cerca de 18% dentre 187.061 processos em tramitação.

Segundo Carolina Porfírio, analista do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, esse pedido é comum porque muitas empresas obrigam os trabalhadores a cumprirem uma jornada superior à permitida por lei (de 44h semanais e 8h diárias). “As empresas mascaram as horas extraordinárias simplesmente não pagando o valor ou pagando um valor menor do que o devido”, diz.

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De ‘pessoa da família’ a ‘diarista’. Domésticas: a luta continua!

Apesar da grande profusão de argumentos terroristas contra os direitos das empregadas domésticas, não creio, sinceramente, que a sociedade brasileira, em suas classes média e alta, em sua grande maioria, esteja identificada com essas posições.

Jorge Luiz Souto Maior

Doméstica!
Ela era
Doméstica!
Sem carteira assinada
Só caía em cilada
Era empregada
Doméstica!
(….)
Doméstica!
Era a americana, de doméstica
A nêga deu uma gargalhada
Disse: “Agora tô vingada
Tu vai ser minha
Doméstica!” (Doméstica, Eduardo Dusek)

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O discreto preconceito dos intelectuais

Ser escritora, pesquisadora ou artista é socialmente mais relevante que faxineira? Problema está na profissão ou nas condições de trabalho?

Por Marília Moschkovich, na coluna Mulher Alternativa

Sexta-feira (27) foi Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica. Começa pelo gênero – “trabalhadora doméstica”, no feminino. A profissão não é fechada aos homens, mas historicamente em nossa sociedade a limpeza tem sido um tipo de trabalho delegado às mulheres. Inclusive profissionalmente. Mais do que isso, a origem do trabalho pago de limpeza no Brasil está diretamente associada à escravidão e à pobreza. São majoritariamente negras as mulheres que fazem este tipo de serviço. Continuar lendo