A indústria do terror

 

A mídia e os políticos foram mais terroristas, no sentido próprio da palavra, do que os autores do atentado em Boston

Contradições não explicadas ou corrigidas pelas mídias e o relatos confusos da polícia alimentam teorias conspitatórias, nem todas tão absurdas. Foto: Stan Honda

Terrorismo pressupõe militância em uma organização, ou pelo menos a tentativa de intimidar uma população ou governo com um objetivo político definido. Não parece o caso dos autores do atentado de Boston: não há sinais de laços com grupos organizados, inspiração de um líder político ou religioso ou reivindicação do atentado em nome de uma causa. Ao contrário, por exemplo, de Andreas Breivik, que fez questão de se explicar em um longo manifesto.

Continuar lendo

EUA: como evitar a pior resposta ao terror

Novamente atingido, país pode amedrontar-se e restringir liberdades que marcaram sua história. É o que planeja quem praticou atentados

Por Bruce Schneifer, no The Atlantic | Tradução: Antonio Martins

À medida em que os detalhes sobre as bombas de Boston aparecem, é fácil ficar apavorado. Seria fácil sentir-se impotente e reivindicar de nossos líderes eleitos algo – qualquer coisa – capaz de nos fazer sentir seguros.

Seria fácil, porém errado. Devemos sentir raiva – e empatia com as vítimas – sem, contudo, nos aterrorizar. Nosso medo é o que os terroristas mais desejam. Ele iria ampliar sua vitória, quaisquer que sejam seus objetivos, quem quer que sejam eles. Não precisamos nos sentir impotentes, nem amedrontados. Temos todo o poder, e há uma atitude a adotar, para tornar o terror ineficaz: a recusa a ficar aterrorizado.

Continuar lendo