Biodiversidade brasileira pode ser a resposta para a cura de doenças

Embrapa e UFRJ pesquisam os biomas do país em busca de novas substâncias para combater bactérias e fungos que apresentam resistência à antibióticos atuais

Com mais de 7 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia se estende por territórios do Brasil, Venezuela, Suriname, Colômbia, Bolívia, Equador, Peru, Guiana e Guiana Francesa. A maior floresta tropical do mundo reúne uma em cada dez espécies de animais da Terra

Rio de Janeiro – Respostas para muitas doenças podem ser encontradas na biodiversidade brasileira. Para tentar descobri-las, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), testam plantas de vários biomas. Alguns exemplares já se mostraram eficazes contra bactérias e fungos causadores de infecções.

O coordenador do projeto no Rio, o químico Humberto Ribeiro Bizzo estuda as propriedades de espécies de plantas em laboratório desde 2012. Neste período, constatou que a sacaca (planta de origem amazônica) deu resultados positivos contra uma bactéria que é encontrada em infecções hospitalares e contra a candidíase, doença predominante em mulheres.

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Bactérias e geografia limparam Golfo do México de gás vazado em acidente

Metano que vazou de poço da BP em 2010 serviu de alimento a bactérias.
Circulação das correntes marítimas na região favoreceu processo.

Um estudo publicado na edição de segunda-feira (9) da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” mostra como a natureza fez com que um dos maiores desastres ambientais da história dos EUA tivesse um impacto menor do que o que se temia.

Em 2010, um acidente com uma plataforma submarina provocou o vazamento de petróleo e gás metano – que é venenoso para os animais, incluindo humanos – no Golfo do México. Menos de um ano depois, no entanto, colônias de bactérias já haviam consumido quase todo o metano do mar. Continuar lendo