Não se fez tábula rasa

As marcas do regime militar 
ainda atrasam o desenvolvimento 
da escola no Brasil

Por Cinthia Rodrigues

Alunas no desfile de 7 de Setembro em Araranguá (SC), em 1975

Formação de professores em escala, fortalecimento da educação privada, segmentação de currículos e até mesmo a arquitetura prisional dos prédios. Tais práticas e características da educação brasileira às quais nos habituamos dizem muito sobre o regime militar imposto durante mais de duas décadas ao País e a seus cidadãos. Outros resquícios do cinquentenário golpe são mais escusos, porém não menos nocivos. A dificuldade que as escolas encontram em lidar com a aprendizagem de forma democrática, a intolerância à diversidade e a falta de referências mais experientes seriam também decorrência da formação repressiva. “O controle político e ideológico permanece nas mentes e nos corpos”, resume Aparecida Neri de Souza, professora da Faculdade de Educação da Unicamp com pós-doutorado em Sociologia do Trabalho Docente.

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DICA: Quadrinhos / Canta Cantos

The Yellow Kid, por Richard Felton Outcault

The Yellow Kid, por Richard Felton Outcault

As histórias em quadrinhos como as conhecemos hoje surgiram no final do século XIX. Suas raízes estão ligadas à arte rupestre, aos mosaicos, à tapeçaria e outras técnicas de contar história através de uma seqüência de imagens.

Entretanto, foi somente a partir da série The Yellow Kid(1885) que as HQs ganharam continuidade de personagens e o texto foi parar dentro das imagens. O que se viu depois disso foi uma explosão das HQs nos meios de comunicação de massa. Continuar lendo