Diplomacia “made in Brazil”

Reconhecido, no passado, por posições pacifistas e avesso às polêmicas, casos recentes evidenciam um novo modo de atuação do governo brasileiro nas relações internacionais

Maurício Barroso

A diplomacia brasileira ganhou as manchetes da grande imprensa após o resgate, no dia 23 de agosto deste ano, do senador boliviano Roger Pinto Molina do confinamento de 455 dias na embaixada em La Paz, pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia. Segundo alguns analistas e também de acordo com alguns editorias de jornais, o caso demonstra uma mudança de atuação do Ministério das Relações Exteriores, também conhecido como Itamaraty. Anteriormente reconhecido por suas posições pacifistas e estritamente jurídicas, ultimamente, o órgão tem sido mais “agressivo” nas relações bilaterais.

O caso gerou atrito diplomático entre Brasil e Bolívia e culminou com a demissão do então ministro das Relações Exteriores, o chanceler Antônio Patriota, que comentou desconhecer a ação de resgate de Molina. Além da operação de retirada do senador boliviano, outros acontecimentos são apontados, por analistas políticos, como uma diplomacia de ocasião. Por exemplo, a expropriação da refinaria da Petrobras na Bolívia, quando não houve esforços por parte do governo brasileiro para impedir a ação; a retirada do Paraguai do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a não extradição do italiano Cesare Battisti, condena- do por homicídio naquele país. Continuar lendo

Que futuro espera a eurozona?

Um estudo publicado pela fundação alemã Friederich Ebert Stiftung, vinculada ao Partido Social Democrata (SPD), admite o óbvio: “as medidas adotadas nas muitas cúpulas sobre a crise demonstraram rapidamente ser inadequadas, e muitas vezes simplesmente acentuam os efeitos da crise”. Diante disso, o trabalho traça quatro cenários para o futuro da região. Conheça-os.

Jacques Sapir

A fundação alemã Friederich Ebert Stiftung, vinculada ao Partido Social Democrata (SPD), acaba de publicar um documento que analisa os possíveis cenários futuros no marco de um projeto intitulado Scenario Team Eurozone 2020 [1]. Este documento foi redigido a partir de várias reuniões (16 no total) celebradas em diferentes países ao longo de 2012. Continuar lendo