América Latina desperdiça 15% dos alimentos que produz

A região perde 80 milhões de toneladas por ano, 6% do total global de perdas

Um agricultor paraguaio com grãos de bico.

Quantas vezes por semana você joga restos de comida ou alimentos estragados no lixo?

Talvez você pense melhor nisso quando souber que na América Latina, onde milhões de crianças sofrem desnutrição crônica, se perdem 15% dos alimentos que é produzido a cada ano, ou cerca de 80 milhões de toneladas.

Do ponto de vista da nutrição, isto significa que se desperdiça uma quarta parte dos componentes energéticos -ou 450 quilocalorias- que uma pessoa precisa diariamente para viver. Continuar lendo

Mundo joga fora um terço dos alimentos que produz por ano

No Dia do Meio Ambiente, estudo da Onu alerta para o desafio de reduzir o desperdício e a fome mundial, além de satisfazer as necessidades de uma população em rápida expansão

Mais da metade do desperdício de alimentos em países ricos ocorre na fase de consumo

São Paulo – A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos vão parar no lixo em todo o mundo. Na ponta do lápis, um terço de toda a comida produzida pelo sistema agrícola global está sendo perdida, de acordo com um novo estudo do World Resources Institute (WRI) em parceria com o Programa Ambiental das Nações Unidas (Pnuma).

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Alimentada pela escassez, “indústria da seca” fatura com a estiagem no Nordeste

Carlos Madeiro

A seca no Nordeste é sempre sinal de sofrimento para o sertanejo. Mas a falta de chuva também movimenta o meio político e o comércio das cidades atingidas pela estiagem. A chamada “indústria da seca” fatura alto com a falta de alimentos para os animais e de água para os moradores.

O exemplo mais conhecido no sertão –e relatado por diversos moradores ao UOL–  é o uso político na distribuição dos carros-pipa, marca registrada do assistencialismo simples. Segundo os relatos, alguns políticos visitam as comunidades e se apresentam como “responsáveis” pelo envio da água. Os moradores também reclamam da alta nos preços de serviços e alimentos para os animais. Continuar lendo

Quando os biocombustíveis roubam a comida

Nos últimos anos, o desenvolvimento de algumas monoculturas mudaram para o fornecimento de matéria-prima para a elaboração de combustíveis, como o etanol.

Por Emilio Godoy

A crise alimentar, agravada pelo uso do milho e de outros grãos na produção de etanol, é um dos assuntos centrais abordados ontem e hoje na capital mexicana pelos vice-ministros de Agricultura do Grupo dos 20 países industriais e emergentes. Este bloco reúne os países industrializados do Grupo dos Oito (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Japão, Itália e Rússia), a União Europeia e economias emergentes como Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia. Continuar lendo

Para que o Brasil não seja imperialista

Multiplicam-se laços com a África. É possível pensar numa relação descolonizada — ao contrário das mantidas por potências tradicionais e “emergentes”?

Multiplicam-se laços com a África. É possível pensar numa relação descolonizada — ao contrário das mantidas por potências tradicionais e “emergentes”?

Por Oliver Stuenkel

As potências emergentes estão se mudando para a África. O papel da China no continente é amplamente examinado hoje em dia. O da Índia, ainda é um tema marginal, mas um número crescente de analistas passou a sistematicamente estudá-lo. O Brasil, por sua vez, é o novato, e bastante desconhecido, mas suas atividades suscitam cada vez mais interesse ao redor do mundo. Considerando-se que o Brasil não precisa importar energia nem alimentos (fatores de motivação importantes tanto para a China quanto para a Índia), quais são seus interesses na África? Continuar lendo

O futuro dos alimentos – The Future of food (2004) LEGENDADO PT

“Está a decorrer uma revolução nos campos de cultivo e nas mesas de jantar da América, uma revolução que está a transformar a própria natureza dos alimentos que comemos. “O Futuro dos Alimentos” oferece uma investigação aprofundada à verdade perturbadora que se encontra por detrás dos alimentos geneticamente modificados, patenteados e não rotulados, que, de forma silenciosa, têm enchido as prateleiras das lojas dos Estados Unidos durante os últimos 10 anos.

Das planícies de Saskatchewan, no Canadá aos campos de Oaxaca, no México, este filme dá voz aos agricultores cujas vidas e sustento têm sido prejudicados por esta nova tecnologia. As implicações para a saúde, as políticas governamentais e a globalização são razões para alarme por parte de muitas pessoas, devido à introdução de colheitas geneticamente alteradas no nosso sistema de distribuição de alimentos.

Filmado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, “O Futuro dos Alimentos” examina a complexa teia das forças políticas e de mercado que estão a alterar aquilo que comemos, enquanto grandes empresas multinacionais procuram controlar o sistema alimentar do planeta. O filme explora também alternativas à agricultura industrial de larga escala, apresentando a agricultura orgânica e sustentável como soluções reais à crise agrícola que se vive actualmente.”