Mercado de armas, desconhecido e devastador

Soldados filipinos se posicionam para atacar rebeldes muçulmanos: armas ocidentais

Quase sem controle dos Estados e sociedades, um punhado de empresas fatura 1,7 tilhão de dólares/ano, alimentando indústria da morte e corrupção política e midiática

Por Renato Brandão,

Há pelo menos 70 mil anos o homo sapiens já era dotado da capacidade de produzir armas. Junto com a capacidade de desenvolver a linguagem e dominar o fogo, a construção de instrumentos acompanhou a espécie humana nas tarefas de conquistar e se consolidar por diversas regiões do planeta. Transformações posteriores, em especial após os períodos Paleolítico e Neolítico, abririam uma nova etapa da evolução do homem, culminando com a formação de pioneiras organizações sociais e o surgimento da escrita, colocando fim à Pré-história. Homens e armas evoluíram pela Antiguidade até os dias atuais, em uma história de mais de 5 mil anos que vai do uso de metal derretido para fazer espadas, flechas e lanças, até o domínio biológico, químico e nuclear para construir armas de destruição em massa capazes de aniquilar o planeta em poucos minutos e por várias vezes. Continuar lendo

Desenvolvimento e desigualdade: onde está o Brasil?

O avanço na distribuição da renda do país deve continuar e se manter perene. Precisa permanecer sendo uma bandeira dos governos vindouros.

José Carlos Peliano

O processo de desenvolvimento de um país é multifacetado econômica, social, institucional e politicamente. Entram em ação, entre outras instâncias, os donos do poder, seus prepostos, o conjunto da força de trabalho, as relações de mercado, as condições e regras atribuídas às instituições e os termos e canais do intercâmbio financeiro e comercial com o exterior. Continuar lendo

As perspectivas da economia mundial para 2014

Carta Maior conversou com John Bowler, diretor de Análise de Países da Unidade de Inteligência da The Economist, que apontou um panorama complicado em 2014

Marcelo Justo

Londres – Como todo começo de ano, este início de 2014 é rico em previsões para a economia mundial.  A maioria fala de um crescimento global de 3,6%, cerca de 0,7% mais que no ano passado. As análises econômicas se caracterizam por não acertar no alvo nesta arte quase impossível das previsões, mas para além das porcentagens manuseadas está claro que o mundo segue sem se recuperar da crise de 2008. Em 2013, a zona do euro ficou estagnada e os Estados Unidos cresceram um pouco com altos e baixos. A China desacelerou seu crescimento e até as chamadas economias emergentes, que tinham sustentado o crescimento em 2012, tiveram um desempenho modesto.

A Carta Maior conversou com John Bowler, diretor de Análise de Países da Unidade de Inteligência da revista The Economist, que apontou um panorama complicado para este 2014. Continuar lendo