Afinal, quem ganha e quem perde com mudança nos royalties?

Apesar de estimativas contrárias, Rio de Janeiro é o grande perdedor, avalia professor do IBRE

Plataforma de petróleo: Rio é o maior perdedor com possível mudança na distribuição de royalties

São Paulo – É difícil cravar com certeza quanto cada estado ou município arrecadaria neste ano com as regras antigas para distribuição de royalties do petróleo ou pelas regras novas (ainda não definitivas). Porém, com base nas projeções da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para produção e uma estimativa média de câmbio e do preço do petróleo no mercado internacional, é possível estimar quanto cada estado e município perderia ou ganharia.

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As falhas no Relatório IDH brasileiro

Diogo Costa

A falta de análise crítica da velha mídia é uma chaga nacional. As notícias veiculadas sobre o IDH referente ao ano de 2012 beiram a má-fé… Vejamos o caso de nossos vizinhos do Cone Sul. Chile, Argentina e Uruguai SEMPRE tiveram indicadores sociais melhores do que o Brasil. Onde está a novidade? A novidade é que o Brasil (que segundo a própria ONU tinha em 1980 um IDH similar ao do Paraguai) vai subindo e alcançando paulatinamente esses três países que SEMPRE tiveram indicadores superiores aos de Pindorama.

Segundo o relatório, os três países latino-americanos que mais avançaram percentualmente no índice de IDH entre o período 2000/2012 foram, respectivamente, Nicarágua, Venezuela e Cuba. Também segundo o relatório, os três países do mundo que mais avançaram percentualmente no índice de IDH entre o período 2000/2012 foram, respectivamente, Afeganistão, Serra Leoa e Etiópia. Constatações essas que não vimos serem veiculadas em nenhum ‘grande’ meio de comunicação.

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Sensoriamento remoto: Brasil e Espanha debatem cooperação em desastres naturais e defesa cibernética

As Forças Armadas brasileiras poderão intensificar a cooperação com a Espanha nos setores de desastres naturais e defesa cibernética, entre outros. O tema fez parte da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o colega espanhol Pedro Morenés Eulate, ocorrida hoje em Brasília (DF).

Na reunião, o ministro espanhol revelou interesse numa aproximação com o Brasil e outros países sul-americanos para tratar especificamente do apoio em questões de desastres naturais. Por sugestão de Amorim, prontamente aceita por Morenés, o tema será objeto de cooperação bilateral – que poderá, futuramente, ser estendida aos outros países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Mais adiante, Morenés manifestou interesse, também, no setor de defesa cibernética, considerado como “área de cooperação prioritária”. Celso Amorim citou a experiência do país na criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, já em funcionamento, e concordou em aprofundar a troca de conhecimentos nesse campo.

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Opinião: Regulação da Cartografia para orientar o crescimento do Brasil

Arnaldo Jardim*

A infraestrutura cartográfica e a informação geoespacial ganham cada vez mais importância no exterior a ponto de algumas instâncias internacionais a considerarem  instrumento imprescindível para projetar o futuro.

O Comitê Geoespacial da ONU estima que, em 10 anos, a informação geoespacial, reproduzida por métodos cartográficos, se tornará tão fundamental quanto à energia elétrica, com os governos atuando mais como regulador do que produtor deste tipo de serviço.

No Brasil precisamos avançar para que este instrumento se modernize e se fortaleça. A tradição cartográfica brasileira vem de longa data e comumente se mistura às competências geográficas, geológicas e estatísticas. D. Pedro I já havia demonstrado enorme preocupação em levantar informações sobre o território e a população, ao criar Comissão de Estatística Geográfica, em 1830, e buscar universalizar os mapas, por meio da venda, a preços módicos.

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