O homem que venceu o gelo

A lendária jornada de Roald Amundsen, o primeiro homem a desbravar o Polo Sul

por Caroline Alexander
Com um agasalho de pele de lobo como os usados pelos esquimós netsiliks, Amundsen posa na neve, perto de sua casa na Noruega. Esta foto foi usada em suas palestras e para publicidade.

Com um agasalho de pele de lobo como os usados pelos esquimós netsiliks, Amundsen posa na neve, perto de sua casa na Noruega. Esta foto foi usada em suas palestras e para publicidade.

“12 de setembro – terça-feira. Visibilidade ruim. Aragem irritante do S. -52°C. Os cães, prejudicados pelo frio. Os homens, rígidos nas roupas congeladas, mais ou menos satisfeitos depois de uma noite na geada […], perspectiva de tempo mais brando duvidosa.”

O autor dessa lacônica anotação em um diário era Roald Amundsen, norueguês que cinco anos antes ganhara fama por ter sido o primeiro a fazer a travessia de navio na lendária passagem Noroeste, que liga o Atlântico ao Pacífico. Agora ele estava no outro extremo do mundo, na Antártica, em busca do mais prestigioso prêmio que o mundo da exploração ainda oferecia: o polo Sul. Planejada com a típica meticulosidade nórdica, essa arrojada empresa era também resultado de um acaso. Dois anos antes, Amundsen, que andava absorto em planos de ampliar sua exploração do oceano Ártico e, quem sabe?, chegar ao limite setentrional, recebeu a notícia (depois contestada) de que Robert Peary já fincara sua bandeira no polo Norte. Foi o momento da guinada, como ele relembra: “Decidi mudar minha meta, fazer meia-volta e encarar o Sul”. Concluiu que, se conquistasse o outro polo, garantiria a fama e os financiamentos para futuras expedições. Em francos preparativos para o Ártico, ele planejou em segredo sua ida ao outro extremo do globo. Continuar lendo

Brasil contabiliza 1 milhão de homicídios em 30 anos, aponta Mapa da Violência

Segundo levantamento, média anual supera a de mortes violentas em guerras internacionais

SÃO PAULO – Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do “Mapa da Violência 2012”, produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira. Continuar lendo