ESPECIAL CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO – 3ª PARTE – 4 matérias e um vídeo sobre a Guerra do Golfo

Guerra do Golfo

Foi um conflito que teve início em agosto de 1990, entre o Iraque e o Kuwait na região do Golfo Pérsico. Mas que também envolveu os Estados Unidos e alguns países do Oriente Médio.

O objetivo do Iraque era de anexar seu vizinho Kuwait ao seu território como uma província, de forma a controlar o petróleo kuwaitiano. Com isso em 1990, começaram os ataques da imprensa de Bagdá contra o pequeno país.

Aparentemente era mais uma das diversas tensões do Oriente Médio. Em 1991, se dá a invasão iraquiana de 100 mil soldados no Kuwait. Boa parte da família real kuwaitiana conseguiu fugir. Somente a força aérea do Kuwait demonstrou alguma resistência durante a ocupação.

A força do corpo de elite iraquiana era tão grande que nem se pode dizer que foi uma guerra, mas sim uma manobra militar. Com isso o Kuwait foi anexado ao Iraque como a 19ª província do país. Veio da ONU a primeira reação concreta, um embargo econômico contra o Iraque. O que significava que os países não podiam comprar do Iraque nem vender para ele.

No entanto, poucos tinham esperança de que o embargo seria o suficiente para retirar as tropas iraquianas. Então a ONU estabeleceu um prazo de até 15 de janeiro de 1991 para a retirada das tropas que ocupavam o Kuwait. Mas, antes disso, os Estados Unidos já preparavam um contra-ataque. Até o fim do prazo estabelecido, as tropas da ONU começavam a chegar aos países vizinhos como Turquia e Arábia Saudita.

Enquanto isso, o Iraque tentava tornar a invasão do Kuwait uma guerra contra o Ocidente e contra Israel. Saddan Hussein cometeu dois erros básicos; ele não esperava a reação do Ocidente diante da invasão e contava com um maciço apoio árabe na guerra.

O ditador não levou em consideração que o mundo vivia uma situação Pós-guerra Fria, ou seja, os Estados Unidos estavam livres para agir na área sem a pressão soviética, envolvida na crise. Um dia após o término do prazo legal dado pela ONU, iniciava-se o bombardeio ao Iraque.

Na tentativa de envolver outros países árabes, os iraquianos atacaram Israel com mísseis scund, de fabricação soviética. Tendo em vista a idéia de que se Israel respondesse ao ataque, provavelmente os outros países árabes iriam apoiar o Iraque e se retirariam da aliança anti-Iraque. No entanto, a diplomacia e o dinheiro norte-americano foram fundamentais. Pois com isso os EUA conseguiram convencer Israel de não contra-atacar e premiaram-no com baterias antimísseis patriot.

Outro recurso iraquiano, denominado de ecoterror, foi o despejo de petróleo no golfo Pérsico e, quase ao final da guerra, incêndio das instalações petrolíferas do Kuwait. Cerca de um mês após o início da guerra, o Iraque, submetido a pesados bombardeios e a um avanço rápido das tropas terrestres da aliança, anunciava a devolução do Kuwait pela rádio de Bagdá, em 28 de fevereiro de 1991.

Com essa atitude, o Iraque conseguiu perder a guerra sem perder território ou sequer tirar Saddan Hussein do poder. A rápida derrota do Iraque surpreendeu o mundo, que esperava uma resistência muito maior e o uso de todo o arsenal de Saddan. Dessa guerra saíram diversos vencedores, entre eles os Estados Unidos assumindo seu papel de única potência mundial, o Egito por ter apoiado os EUA ganhou prestígio e força. Em compensação o Iraque, além de ter perdido a guerra, ainda saiu enfraquecido, perdendo o seu prestígio.

Fonte: http://guerras.brasilescola.com/guerra-golfo/

Guerra do Golfo

Saddam Hussein começa a incomodar os EUA

Do colégio Stockler*
conflito com o Irã trouxe graves problemas financeiros para o Iraque, governado por Saddam Hussein. Mesmo com o apoio norte-americano, o Iraque enfrentava nas décadas de 80 e 90 uma séria crise que se aprofundou em função da baixa dos preços do petróleo. O governo iraquiano responsabilizava o Kwait pelo problema, afirmando que o país vendera cotas de petróleo superiores às estabelecidas pela OPEP (Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo) e, por essa razão, invadiu o Kwait.Vários países do Ocidente que compravam regularmente petróleo do Kwait passaram a temer um acirramento das tensões na região, o que poderia comprometer o abastecimento do produto e elevar seus preços. Pressionada pelos Estados Unidos e pela Inglaterra, a ONU estabeleceu um prazo para que o Iraque se retirasse do Kwait, ao que Saddan Hussein respondeu que só cumpriria a exigência da ONU caso uma outra decisão da instituição fosse cumprida: a criação do Estado Palestino. Dessa forma, Hussein procurava aliados entre os árabes para enfrentar as potências ocidentais. O plano do governante iraquiano, porém, fracassou e ele ficou isolado para enfrentar as tropas que se deslocaram para a região.

Operação Tempestade no Deserto

Em janeiro de 1991, expirado o prazo estabelecido pela ONU, o então presidente dos Estados Unidos George Bush, deu início à operação Tempestade no deserto, ação militar contra o Iraque que partia de bases instaladas na Arábia Saudita. Iasser Arafat, líder da OLP, manifestou seu apoio a Saddam Hussein e este aproveitou para convocar a “guerra santa” contra o Ocidente. Seu principal alvo foi Israel que foi atacado por mísseis sem poder revidar.Depois de seis semanas de combate o Iraque desocupou o Kwait e foi severamente sancionado pela ONU. Todavia, o responsável pelo conflito, Saddam Hussein, permaneceu até 2003 como o chefe de Estado iraquiano, incomodando até pouco tempo as potências vitoriosas do conflito.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia/guerra-do-golfo-saddam-hussein-comeca-a-incomodar-os-eua.jhtm

INVASÃO DO KUWAIT (1990)

Às 2h da manhã (hora local do Kuwait), do dia 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas atravessaram a fronteira com o Kuwait e assumiram o controle da capital do país, a Cidade do Kuwait.

As forças armadas kuwaitianas, em número muito inferior, não puderam oferecer grande resistência. O líder do Kuwait, Sheik Jaber Al-Ahmed Al-Sabah, fugiu para a Arábia Saudita, onde obteve asilo.

Saddam Hussein argumentou, na época, que seu ataque foi em apoio a um levante que vinha sendo planejado contra o governo do pequeno emirado. Assassinatos e maus tratos contra kuwaitianos que resistiram à ocupação iraquiana foram ocorrências comuns.

Centenas de estrangeiros foram mantidos em fábricas e bases militares kuwaitianas como escudos humanos, mas foram libertados antes do início da campanha militar dos países ocidentais contra o Iraque.

A invasão do Kuwait ocorreu num momento em que o Iraque enfrentava uma crise econômica em decorrência de suas dívidas de guerra. Saddam acusou o Kuwait de manter os preços do petróleo em baixa e de explorar mais petróleo do que tinha direito em um campo de extração dividido pelos dois países.

O Iraque nunca aceitou as fronteiras entre os dois países, estabelecidas pelos britânicos, que defendiam a independência do Kuwait. Então, quando o Kuwait se recusou a perdoar as dívidas de guerra do Iraque, foi a deixa que Bagdá esperava para realizar a invasão. O Conselho de Segurança da ONU impôs sanções econômicas e aprovou uma série de resoluções condenando o Iraque.

Uma coalizão de vários países então foi formada e milhares de soldados foram enviados para a região do Golfo Pérsico. Os Estados Unidos conceberam um plano de batalha, e o general americano Norman Schwartzkopf foi colocado em controle das operações.

Em novembro de 1990, depois que foram abandonadas as tentativas de resolver a crise através dos canais diplomáticos, a ONU estabeleceu um prazo final para que o Iraque saísse do Kuwait e autorizou o uso de “todos os meios necessários” para forçar o Iraque a obedecer a determinação.

TEMPESTADE NO DESERTO

Em 17 de janeiro de 1991, aviões dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e de outros países aliados realizaram o primeiro ataque ao Iraque.

Na ocasião, enquanto o presidente americano George Bush prometia que os Estados Unidos “não iriam falhar”, Saddam Hussein anunciou que “a mãe de todas as batalhas estava em andamento”.

Mísseis de cruzeiro foram usados pela primeira vez num cenário real, disparados dos navios de guerra americanos no Golfo Pérsico.

Imagens dos mísseis cruzando o céu de Bagdá foram filmadas e vistas nas TVs de todo o mundo.

Os caças, bombardeiros e helicópteros aliados visaram centenas de alvos, como bases militares, campos de pouso, pontes, prédios do governo e usinas.

Os aviões dos países do ocidente realizaram mais de 116 mil viagens de ataque nas seis semanas seguintes e lançaram sobre seus alvos um total de 85 mil toneladas de bombas.

Cerca de 10% dessas bombas eram dotadas de tecnologia que lhes permitia acertar com precisão seus alvos, guiadas por uma mira a laser. Eram as chamadas “bombas inteligentes”.

MÍSSEIS SCUD

Na quinta-feira, dia 17 de janeiro, o Iraque lançou sua primeira onda de ataques com mísseis Scud contra alvos em Tel Aviv e Haifa, em Israel.

Um outro Scud, disparado contra as forças americanas estacionadas na Arábia Saudita, foi interceptado no ar por um míssil americano Patriot.

Israel disse que não iria retaliar, confiando nas baterias de mísseis Patriot instaladas às pressas em seu território.

Uma missão das forças americanas para identificar e destruir os lançadores portáteis de mísseis Scud no Iraque foi logo iniciada, enquanto os mísseis continuaram sendo disparados contra Israel e Arábia Saudita.

O ataque mais bem-sucedido foi em 25 de fevereiro, quando um Scud acertou um prédio na base americana de Dhahran, na Arábia Saudita, matando 28 militares dos Estados Unidos.

No total, 39 mísseis Scud foram disparados contra Israel, causando prejuízos mas poucas vítimas.

VÍTIMAS CIVIS

O número de vítimas civis da Guerra do Golfo, classificadas como “efeito colateral” pelas Forças Armadas americanas, aumentou à medida em que os ataques continuavam.

Refugiados que chegavam à fronteira da Jordânia relatavam casos de mortes de civis. Eles contavam também que Bagdá estava sem água e energia elétrica.

Segundo o governo iraquiano, os Estados Unidos destruíram também uma fábrica de leite em pó para bebês. Já os americanos insistiram que se tratava de um centro de produção de armas biológicas.

Em 13 de fevereiro, um bombardeiro “invisível” americano bombardeou um local onde, segundo forças aliadas, funcionaria um importante centro de comando iraquiano. Houve, porém, um erro na identificação do alvo. As bombas atingiram um abrigo antiaéreo utilizado por civis. Pelo menos 315 pessoas morreram, entre elas, 130 crianças.

Saddam Hussein aproveitou o máximo que pôde os erros dos aliados para fazer propaganda de seu regime.

O líder iraquiano também usou um crescente número de civis kuwaitianos como escudos humanos em importantes instalações militares e industriais do Iraque.

A GRANDE OFENSIVA

No domingo, 24 de fevereiro, as tropas aliadas lançaram a ofensiva aérea, terrestre e marítima, que, cem horas mais tarde, derrotou o Exército iraquiano.

No dia anterior, o Iraque havia ignorado o prazo imposto para retirada de suas tropas do Kuwait e incendiado centenas de poços de petróleo kuwaitianos.

Durante a ofensiva, as tropas aliadas tomaram o Iraque e o Kuwait a partir de vários locais ao longo da fronteira dos dois países com a Arábia Saudita.

Centenas de tanques avançaram em direção ao norte para combater a Guarda Republicana do Iraque. Tropas aliadas também ocuparam a estrada que liga o sul do país ao Kuwait para interromper a entrega de equipamentos e suprimentos aos soldados inimigos que ocupavam o território kuwaitiano.

No dia 26 de fevereiro, o Iraque anunciou que retiraria todas suas tropas do Kuwait, mas ainda se recusava aceitar todas as medidas impostas pela ONU.

Durante a retirada, as forças aliadas bombardearam a longa coluna de tanques, veículos blindados, caminhões e tropas iraquianas, que fugiam do Kuwait em direção à cidade iraquiana de Basra.

Milhares de soldados iraquianos morreram durante o ataque na rodovia que, desde então, é conhecida como “Estrada da Morte.” Estima-se que entre 25 mil e 30 mil iraquianos tenham morrido apenas na ofensiva terrestre.

CESSAR-FOGO IRAQUIANO
Em 27 de fevereiro de 1991, os kuwaitianos comemoraram a chegada de comboios americanos à capital. As forças especiais chegaram primeiro, seguidas por tropas kuwaitianas e pelos fuzileiros navais dos Estados Unidos.

Às 21 horas (hora de Washington, 23h, hora de Brasília), o presidente George Bush anunciou um cessar-fogo, com início previsto para as quatro da madrugada (6h em Brasília).

Tropas aliadas capturaram milhares de soldados iraquianos. Muitos deles se renderam sem resistência, afinal, estavam exaustos, famintos e com baixo moral. Segundo estimativas dos Estados Unidos, 150 mil soldados do Iraque desertaram.

Os aliados haviam perdido 148 soldados em batalha e outros 145 em outras situações, como, por exemplo, ataques realizados por engano por suas próprias tropas. Já do lado iraquiano, as estimativas apontam para algo entre 60 mil e 200 mil soldados mortos. Milhares de corpos foram enterrados no deserto em valas comuns.

No dia dois de março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma revolução com as condições do cessar-fogo.

Entre as exigências, estavam o fim de todas as ações militares iraquianas, o fim da anexação do Kuwait e a libertação de prisioneiros. O Iraque também ficava obrigado a admitir a responsabilidade pelos danos e mortes provocados no Kuwait e a destruir suas armas químicas e biológicas.

No dia seguinte, comandantes iraquianos aceitaram formalmente os termos do cessar-fogo durante encontro com militares americanos em uma base militar iraquiana capturada. Saddam Hussein não compareceu.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1813_saddamsiraq/index.shtml

Guerra do Golfo

Em 1990 aconteceu a Guerra do Golfo Pérsico, que durou de 02/08/1990 até 27/02/1991.

Essa guerra envolveu, primeiramente, dois países: Iraque e Kuwait. Depois, outras nações entraram no conflito, dentre elas, é claro, os EUA.

Tudo começou quando o presidente iraquiano Saddam Hussein acusou o Kuwait  de praticar uma política de superextração de petróleo causando uma queda nos preços e prejudicando a economia iraquiana. Saddam também ressuscitou problemas antigos e exigiu indenização. Como o Kuwait não aceitou foi invadido por tropas iraquianas.

A atitude de Saddam mobilizou o mundo e diversas nações, lideradas pelos EUA, se uniram para tentar reverter esse quadro.

Os americanos estavam desesperados, pois, com a guerra, o Golfo Pérsico foi fechado e eles perderam seus fornecedores de petróleo: Iraque e Kuwait.

Em 28 de agosto, o Iraque faz do Kuwait sua 19ª província e isso aumentou as pressões americanas junto a ONU para que ela autorizasse o uso da força.

Saddam Hussein tenta unir a nação árabe em prol da sua causa, mas a tentativa foi em vão. Em 29 de novembro, a ONU autorizou um ataque contra o Iraque e estabeleceu um prazo até 15/01/1991 para que o exército iraquiano se retirasse do Kuwait.

Como todas as tentativas de paz fracassaram, no dia 17/01/91 um gigantesco ataque aéreo foi iniciado. Em pouco tempo, o Iraque estava destruído.

No dia 28 de fevereiro, o presidente americano George Bush (pai) declarou cessar fogo mas o Iraque só o aceitou em abril.

Centenas de pessoas morreram, dentre elas civis e militares, milhares de mísseis foram usados e o mundo presenciava, pela primeira vez, uma guerra com a cobertura total da mídia. A TV transmitia, às vezes , ao vivo, bombardeios, mortes e destruições.

O Kuwait perdeu quase 10 bilhões de dólares com a queda da produção de petróleo, mas voltou a ser independente. O Iraque sofreu sanções econômicas e os EUA conseguiram despertar o ódio em mais gente.

Não podemos esquecer do desastre ambiental que a guerra trouxe. Quando o Iraque se preparava para se retirar do Kuwait, incendiou poços de petróleo e o óleo derramado no Golfo Pérsico destruiu a vida de centenas de animais.

Para os americanos, a guerra do golfo nunca terminou, pois o objetivo maior – prender Saddam Hussein – não foi realizado. Os EUA nunca aceitaram a petulância do ditador e estavam só a espera de uma nova chance para pegá-lo.

O tempo passou e em 2003, 2 anos após os atentados terroristas ao World Trade Center e já no governo de George W. Bush (filho), o Iraque foi invadido pelo EUA. Desta vez, Saddam foi preso e enforcado em 31/12/2006.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia/guerra-do-golfo/

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