Os dez mais

1. POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO - DO PENSAMENTO ÚNICO À CONSCIÊNCIA UNIVERSAL  Autor: Milton Santos  Editora: Record  Páginas: 176

1. POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO - DO PENSAMENTO ÚNICO À CONSCIÊNCIA UNIVERSAL Autor: Milton Santos Editora: Record Páginas: 176

Este livro quer ser uma reflexão independente sobre o nosso tempo, um pensamento sobre os seus fundamentos materiais e políticos, uma vontade de explicar os problemas e dores do mundo atual. Mas, apesar das dificuldades da era presente, quer também ser uma mensagem portadora de razões objetivas para prosseguir vivendo e lutando. Se alguém ler inicialmente ou separadamente os primeiros capítulos, pode considerar o autor pessimista; e quem preferir os últimos poderá imaginá-lo um otimista.

Na realidade, o que se buscou foi, de um lado, tratar da realidade tal como ela é, ainda que se mostre pungente; e, de outro, sugerir a realidade tal como ela pode vir a ser. A ênfase central do livro vem da convicção do papel da ideologia na produção, disseminação, reprodução e manutenção da globalização atual. Esse papel é, também, uma novidade do nosso tempo. Daí a necessidade de analisar seus princípios fundamentais, apontando suas linhas de fraqueza e de força.

O livro é formado de seis partes, das quais a primeira é a introdução. A segunda inclui cinco capítulos e busca mostrar como se deu o processo de produção da globalização. A terceira parte, formada por seis capítulos, busca explicar por que a globalização é perversa, fundada na tirania da informação e do dinheiro, na competitividade, na confusão dos espíritos e na violência estrutural, acarretando o desfalecimento da política feita pelo Estado e a imposição de uma política comandada pelas empresas.

A quarta parte mostra as relações mantidas entre a economia contemporânea, sobretudo as finanças, e o território. Esta parte é constituída de seis capítulos. É essa ideia de limite à história atual que se impõe na quinta parte, em que são mostrados ao mesmo tempo os descaminhos da racionalidade dominante, a emergência de novas variáveis centrais e o papel dos pobres na produção do presente e do futuro. A sexta parte, uma espécie de conclusão, é dedicada ao que o autor imagina ser a transição em marcha.

2. ALEGORIAS URBANAS  Autor: Susana Gastal  Editora: Papirus  Páginas: 224

2. ALEGORIAS URBANAS Autor: Susana Gastal Editora: Papirus Páginas: 224

A cidade é, talvez, o elemento mais abrangente do momento contemporâneo. Sua presença é marcante nas cores, nos ruídos, na presença do outro a no tocar, empurrar e submeter. Seu desenvolvimento se dá para além dos aspectos físicos, pois a cidade é um emaranhado de ideias, aspirações e utopias – é a paisagem de sonho que cada um acalenta em segredo. Susana Gastal mostra que essa cidade do imaginário alimenta-se de algumas matrizes, entre as quais destacam-se a praça, o palco e o monumento. A praça, que nasce do estar-juntos por razões políticas ou comerciais, traz consigo o lúdico e a festa. O palco segue uma trajetória semelhante, pois a cidade impõe o olhar e o ser olhado. A relação com o tempo é mais complexa, já que este deixa marcas profundas na cidade, tornando-a depositária da história e da memória, na forma de monumentos. A reflexão presente nestas páginas, organizada em torno da chamada pós-modernidade como eixo de análise, busca entender o fenômeno urbano na sua feição atual. Da perspectiva aqui proposta, a pós-modernidade liga-se à semiótica, que permite ler a cidade como texto, cuja construção de sentido se dá nas suas formas concretas e materiais, mas também no seu imaginário.

3. A OESTE DAS MINAS  Autor: Luís Augusto Bustamante Lourenço  Editora: Edufu  Páginas: 358

3. A OESTE DAS MINAS Autor: Luís Augusto Bustamante Lourenço Editora: Edufu Páginas: 358

Este livro torna-se, desde já, leitura obrigatória não apenas para os que se interessam pela história do Triângulo Mineiro, mas também para os que procuram um modelo de geografia histórica acurada. Esperamos que seu efeito de demonstração seja difundido pelo país, uma vez que, sem ocupar o lugar que lhe cabe na análise do passado, isto é, sem produzir geografias do passado, a geografia brasileira jamais poderá atingir seu objetivo de contribuir plenamente para o entendimento do processo de produção do território nacional.

4. A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO  Orgs: Ana Fani Alessandri, Marcelo Lopes de Souza e Maria Encarnação Beltrão  Editora: Contexto Páginas: 240

4. A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO Orgs: Ana Fani Alessandri, Marcelo Lopes de Souza e Maria Encarnação Beltrão Editora: Contexto Páginas: 240

A partir de um grupo de estudos – GEU (Grupo de Estudos Urbanos) – surgiu o tema para este livro – ‘A produção do espaço urbano – agentes e processos, escalas e desafios’. Os organizadores reúnem aqui os distintos pontos de vistas que contribuem para essa pesquisa, explicitando, dessa forma, os problemas e a complexidade na redefinição da cidade e da urbanização, no que tange seu crescimento, na extensão das periferias; enfim, na construção de um novo espaço.

5. TERRA DOS HOMENS - A GEOGRAFIA  Autor: Paul Claval  Tradutor: Domitila Madureira Editora: Contexto Páginas: 144

5. TERRA DOS HOMENS - A GEOGRAFIA Autor: Paul Claval Tradutor: Domitila Madureira Editora: Contexto Páginas: 144

Paul Claval traz neste livro uma discussão considerada fundamental sobre e para a geografia. Já se sabe que neste mundo não basta garantir uma boa organização econômica, política e social. É fundamental considerar o meio ambiente, analisado aqui de uma forma ampla. É necessário pensar em uma organização espacial dos grupos sociais que viabilize a construção de um futuro para as novas gerações. Leitura indicada para quem quer entender como se construiu a Terra dos homens e quais condições terão que ser aplicadas para preservá-la.

6. TRANSIÇÕES PARADIGMÁTICAS  Autor: Emilio Tarlis Mendes  Editora: UFPE Páginas: 239

6. TRANSIÇÕES PARADIGMÁTICAS Autor: Emilio Tarlis Mendes Editora: UFPE Páginas: 239

Neste livro, o autor convida os leitores, partindo da análise das diversas ações que propugnam o desenvolvimento sustentável no Nordeste seco com base na mobilização social pela água, para chegar a uma compreensão dos desafios e caminhos da cidadania no meio rural sertanejo, mediante a desconstrução do mito da natureza ingrata, que insiste em ser reproduzido pelas elites regionais de modo a manter privilégios e obscurecer os avanços da sociedade civil organizada.

7. DIALÉTICA DA CONSTRUÇÃO DESTRUTIVA NA CONSAGRAÇÃO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL  Autor: Everaldo Batista da Costa Coord./editor: Francisco Capuano Scarlato Editora: Humanitas Páginas: 324

7. DIALÉTICA DA CONSTRUÇÃO DESTRUTIVA NA CONSAGRAÇÃO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL Autor: Everaldo Batista da Costa Coord./editor: Francisco Capuano Scarlato Editora: Humanitas Páginas: 324

Algumas das denominadas cidades históricas brasileiras são capturadas pela dialética da construção destrutiva, processo que envolve os bens culturais do mundo na contemporaneidade, e é problematizado no livro. Dialética que se estabelece no próprio percurso de consagração do Patrimônio Mundial que luta pela preservação inconteste dos bens culturais e naturais, em contraposição à tendência contemporânea de mercantilização, banalização e cenarização dos lugares da história, da memória, da cultura, da natureza e da vida, quando da implantação de um turismo negligente com a sociedade e com o lugar.

8. GEOGRAFIA E LITERATURA - ENSAIOS SOBRE GEOGRAFICIDADE, POÉTICA E IMAGINAÇÃO  Orgs.: Eduardo Mirandola Junior e Lucia Helena Batista Gratão  Editora: Eduel Páginas: 354

8. GEOGRAFIA E LITERATURA - ENSAIOS SOBRE GEOGRAFICIDADE, POÉTICA E IMAGINAÇÃO Orgs.: Eduardo Mirandola Junior e Lucia Helena Batista Gratão Editora: Eduel Páginas: 354

Há muito que a literatura tem colaborado com outras áreas do conhecimento, isso por sugerir ideias, propósitos e conexões sociais inseridas em contextos que trazem evidências de tempos e espaços imaginários. Os artigos que compõem este livro resultam do esforço de alguns geógrafos que se debruçaram na leitura de obras literárias buscando estabelecer encontros e aproximações. Autores como Ítalo Calvino, Federico Garcia Lorca, Júlio Verne, Guimarães Rosa, Cora Coralina e Mário de Andrade têm suas obras investigadas por este grupo de ensaístas que apontam possibilidades de leituras.

9. TRILHOS NA SELVA (EDIÇÃO BILÍNGUE - PORTUGUÊS/INGLÊS)  Autores: Gary Neeleman e Rose Neeleman Tradutor: Ibraima Dafonte Editora: BEI Páginas: 256

9. TRILHOS NA SELVA (EDIÇÃO BILÍNGUE - PORTUGUÊS/INGLÊS) Autores: Gary Neeleman e Rose Neeleman Tradutor: Ibraima Dafonte Editora: BEI Páginas: 256

O livro conta a história da construção da ferrovia Madeira-Mamoré e o dia a dia de quem a construiu. Estudando a presença de ex-confederados no Brasil, Gary e Rose Neeleman tiveram acesso aos pertences de um imigrante norte-americano que trabalhara na estrada de ferro. Entre eles havia fotos e exemplares do jornal The Porto Velho Marconigram, escrito e editado por funcionários americanos da ferrovia. O livro traz reproduções das páginas do Marconigram e destaca os poemas nele publicados. Por meio desses materiais, a obra pretende reconstruir o cotidiano das pessoas que trabalharam e viveram no coração da floresta Amazônica.

10. GEOGRAFIA HUMANA - SOCIEDADE, ESPAÇO E CIÊNCIA SOCIAL  Autor: Derek Gregory, Ron Martin, Graham Smith Tradutor: Isaack Mylan Editora: Zahar Páginas: 312

10. GEOGRAFIA HUMANA - SOCIEDADE, ESPAÇO E CIÊNCIA SOCIAL Autor: Derek Gregory, Ron Martin, Graham Smith Tradutor: Isaack Mylan Editora: Zahar Páginas: 312

A progressiva globalização da produção, das finanças e da cultura; os desafios enfrentados pela Nação-Estado; a importância do ambientalismo; a forma como determinadas regiões e suas identidades cultural e política vêm sendo resgatadas na esteira da internacionalização e do localismo. Estes são alguns dos temas do livro que coloca o leitor a par da drástica reorientação por que vem passando esta disciplina, símbolo da pós-modernidade.

 

Fonte: http://conhecimentopratico.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/39/artigo228168-1.asp

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